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A maior parte da biodiversidade está concentrada em pequena parte da superfície terrestre, e nestas áreas se situam muitas espécies e ambientes que estão sob sérias ameaças de extinção no planeta; a estas regiões se denomina “hotspots da biodiversidade”; esses locais não são apenas os pontos “quentes” em diversidade biológica do planeta, mas também os recordistas em devastação, devendo ser, portanto, as prioridades de conservação (Myers et al., 2000).

Os 34 lugares biologicamente mais ricos e mais ameaçados do planeta foram identificados pela Conservação Internacional (CI), tendo como alta prioridade sua conservação. Estes locais já perderam pelo menos 70% de sua vegetação original. A soma da superfície do que ainda existe nos hotspots cobre apenas 2 ou 3% da superfície terrestre do planeta. Por volta de 50% de todas espécies vasculares e 42% dos vertebrados terrestres existem somente nesses locais. Isto inclui cerca de 75% de todos animais, destacando-se pássaros e anfíbios ameaçados do planeta. (In: http://www.ambiental.net/index.html)

Os critérios para definir um hotspot em escala internacional são: alto endemismo e diversidade de plantas; como todas as demais formas de vidas dependem delas, as plantas são de grande importância na determinação de um hotspot. De fato, o candidato a hotspot precisa conter pelo menos 0,5%, ou seja, 1.500 das 300 mil espécies de plantas do planeta como endêmicas.

No Brasil, segundo o mesmo levantamento da CI, destacam-se duas regiões mundialmente reconhecidas como hotspots:

  • A Mata Atlântica, que foi dramaticamente reduzida em sua totalidade, restando menos de 16% de suas matas, e abrigando cerca de 20 mil espécies de plantas sendo que destas 40% são endêmicas;
  • A região do Cerrado, que corresponde a 21% do país; é a maior savana da América do Sul; tem uma temporada seca acentuada, e por isto abriga uma variedade única de plantas e animais que se adaptaram a estes ambientes, grande parte destes sendo endêmicos.

Considerando-se as questões criticas de conservação da biodiversidade, no Brasil há uma gama imensa de regiões que, embora não sejam consideradas hotspots no sentido restrito da palavra, apresentam graves situações que estão sob risco de eliminação de ecossistemas, habitats e espécies; destas destacam-se muitas com ocorrências restritas, endêmicas, de importância sob distintas ênfases (científica, econômica, social, cultural  ou ecológica). Com fins de identificar estas situações, o MMA efetuou estudos e mapeamentos para todo país, dentre os quais destaca-se “Áreas prioritárias para conservação, utilização sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade brasileira”, referência fundamental para a definição das oito (8) Áreas Prioritárias do projeto RS Biodiversidade.

 



 

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