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 Avaliação da Biodiversidade na Lagoa do Cerro, na Lagoa do Casamento e em seus Ecossistemas Associados, Zona Costeira, Rio Grande Do Sul (no âmbito do PROBIO)


PROJETO DE CONSERVAÇÃO E UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DA BIODIVERSIDADE BIOLÓGICA BRASILEIRA – PROBIO

AVALIAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NA LAGOA DO CERRO, NA LAGOA DO CASAMENTO E EM SEUS ECOSSISTEMAS ASSOCIADOS, ZONA COSTEIRA, RIO GRANDE DO SUL

Coordenação- Geral – MMA

Execução – FZB

O trabalho abrangeu quatro áreas indicadas como prioritárias no Workshop de Avaliação e Ações Prioritárias para as Zonas Costeira e Marinha (MMA/SBF, 2002). A área 115, denominada em MMA/SBF (2002) como Lagoa do Cerro, corresponde no presente trabalho à região denominada como Butiazais de Tapes. A região aqui denominada como Lagoa do Casamento corresponde às áreas prioritárias Lagoa do Casamento (n. 113), lagoa dos Gateados (n. 114) e Banhado da Cavalhada (n. 112). Esta última área foi abordada somente em termos de avifauna e mapeamento de uso e cobertura da terra. Estas áreas foram classificadas como de importância extremamente alta para conservação, exceto pela área 115 (Lagoa do Casamento), considerada insuficientemente conhecida.

As regiões da Lagoa do Cerro, da Lagoa do Casamento e seus ecossistemas associados, situam-se na Planície Costeira do Rio Grande do Sul. Ambas reúnem um complexo de remanescentes naturais com representação de diferentes tipos de ecossistemas típicos da zona costeira: as dunas lagunares interiores, os campos litorâneos, lagoas, banhados (brejos, alagados e várzeas de diferentes tipos), as matas de restinga, as matas paludosas e os palmares de butiá (Butia capitata) ou butiazais. O fator principal de pressão antrópica sobre as áreas naturais remanescentes nessas áreas provém da agropecuária, especialmente pela presença de monoculturas extensivas que implicaram na perda de hábitats de banhados e matas de restinga. Possuem história geológica recente e, portanto, baixo número de endemismos, caracterizando-se como zona de transição, de amplas variações internas em função da influência colonizadora da fauna e flora oriundas do norte (origem tropical) e do sul (origem temperada).

Este projeto teve por objetivo realizar um diagnóstico da biodiversidade das referidas regiões por meio do inventário de diferentes grupos de organismos, caracterizando a composição e riqueza de espécies, ocorrência de espécies de interesse especial para conservação, além do mapeamento de habitats. A partir do diagnóstico são fornecidas recomendações para conservação das áreas de estudo e pesquisa científica.

O diagnóstico da biodiversidade foi elaborado com base no mapeamento e quantificação de habitats, uso e cobertura das regiões de estudo e na realização de inventários de campo sobre diversos grupos de organismos: plantas vasculares, ficoflora, protozooplâncton, rotifera, macroinvertebrados bentônicos, espongofauna, crustáceos, araneofauna, entomofauna aquática, coleópteros, malacofauna terrestre e límnica, ictiofauna, herpetofauna, avifauna e mastofauna.

O trabalho de mapeamento e quantificação envolveu a elaboração da base cartográfica e temática da região, incluindo a digitalização de mapeamentos pré-existentes (geologia, solos, geomorfologia), o mapeamento do uso e cobertura da terra a partir da interpretação de imagem do satélite Landsat-7 e fotografias aéreas oblíquas de pequeno formato, e a classificação de unidades de paisagem.

Em cada região, foram realizadas duas temporadas de trabalho de campo entre os anos de 2003 e 2004, abrangendo principalmente as estações de outono e primavera. Foram realizadas amostragens complementares, conforme necessidades específicas para certos grupos de organismos.

No capítulo de resultados é apresentada uma descrição completa de todos resultados obtidos, destacando-se aqui a avaliação espacial das áreas de estudo detalhando a paisagem, o uso e a cobertura do solo com base em técnicas de geoprocessamento, em função da correlação direta com fatores que conduziram à integração de algumas ações que estão sendo propostas pelo RS Biodiversidade. 

Em função dos resultados obtidos no projeto, e complementando ações identificadas como passiveis de serem desenvolvidas em projetos posteriores, está sendo proposto projeto a ser desenvolvido na Área 8, referentemente à utilização e conservação de áreas de Butiás capitata e ecossistemas associados .

BECKER, F. G.; ARANHA, R. A. & MOURA, L. A. (orgs.)- 2006 - Biodiversidade das regiões da Lagoa do Casamento e dos Butiazais de Tapes, Planície Costeira do Rio Grande do Sul. Brasília: MMA/SBF

 



     

 

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