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Mapeamento e planejamento de corredores ecológicos no extremo oeste do Estado:

19/05/2016

Em sua última semana de execução técnica, o Projeto RS Biodiversidade finalizou o trabalho de delimitação e planejamento para implantação de corredores ecológicos na zona de amortecimento do Parque Estadual do Espinilho (PEE), município de Barra do Quaraí/RS, situado no extremo oeste do Rio Grande do Sul, tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Uruguai.

Esta ação, sob coordenação da Fundação Zoobotânica, foi executada pelo Instituto Curicaca, o qual desenvolveu nos últimos 6 meses um conjunto de atividades que culminaram na elaboração de um mapa de uso e cobertura da região, identificando remanescentes significativos de vegetação Formação Parque Espinilho e as atividades econômicas prioritárias. Foram gerados cenários de conectividade destes remanescentes para formação de corredores ecológicos, interligando os maiores fragmentos desta vegetação peculiar, na qual predominam as espécies vegetais algarrobo (Prosopis nigra), inhanduvai (Prosopis affinis) e espinilho (Vachellia caven). Também foi apresentado, como produto final, um planejamento de implantação dos corredores, propondo estratégias e ações prioritárias. A elaboração da proposta contou com o envolvimento dos proprietários rurais localizados na zona de amortecimento do Parque, bem como técnicos do RS Biodiversidade, Fundação Zoobotânica, Divisão de Unidades de Conservação (DUC/SEMA), Divisão de Licenciamento Florestal (DLF/SEMA) e Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O PEE foi criado em 1975 e ampliado em 2002 englobando remanescentes da formação Parque Espinilho e parte do curso do arroio Quaraí-chico. Além da peculiaridade da fitofisionomia savânica, o Parque se destaca pela diversidade de espécies de aves, algumas delas endêmicas e/ou ameaçadas de extinção, com destaque para o cardeal amarelo (Gubernatrix cristata). As dimensões reduzidas do PEE (1.617,14 ha) e seu isolamento, a possibilidade de recuperar áreas com Formação Parque Espinilho e de estabelecer corredores ecológicos entre a Unidade de Conservação e áreas externas pode ser de grande importância para a conservação da biodiversidade regional. A implantação de corredores ecológicos, por sua vez, pode estimular o desenvolvimento de ações direcionadas à gestão territorial, incluindo o fomento de oportunidades de geração de renda por meio do uso sustentável dos recursos naturais e a conservação de ecossistemas naturais e a biodiversidade associada. 





Fonte: Jan Karel Mahler




     

 

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