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Manejo de campo nativo é discutido em Itaqui/RS:

23/03/2015
Para demonstrar os benefícios do manejo de campo nativo voltado para a bovinocultura de corte, a Emater/RS-Ascar, em parceria com a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Alianza del Pastizal e Sindicato Rural de Itaqui e Maçambará, realizou mais um Dia de Campo do RS Biodiversidade. O evento aconteceu na última quinta-feira (19), na propriedade de Antônio Ricardo Nascimento, denominada Rancho Feio, e contou com 150 participantes.

O Rancho Feio é uma unidade demonstrativa do RS Biodiversidade e também participou do Programa de Aquisição de Reprodutores para pecuaristas familiares, visando o melhoramento genético do gado, e por haver seguidamente problemas com a falta de água na propriedade, do Programa Irrigando a Agricultura Familiar.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Daniel Soares, o evento foi dividido em três estações de observação. Na primeira, na sede da propriedade, o professor da Unipampa, especialista em bovinocultura de corte, Eduardo Azevedo, explicou o objetivo do encontro. Em seguida, o técnico agrícola da Emater/RS-Ascar, Hugo Mendes, falou sobre o trabalho que está sendo desenvolvido na propriedade, assistida pela Emater/RS-Ascar desde 2012, mas integrada ao projeto RS Biodiversidade em novembro de 2014. Segundo Mendes, em cinco meses da aplicação do sistema de piqueteamento os resultados no aumento da oferta das forragens já podem ser sentidos. O assistente técnico regional da área de pecuária familiar da Emater/RS-Ascar, Alexandre Primo Alves, abordou o Programa RS Biodiversidade.

A segunda estação foi desenvolvida no local utilizado pelos animais para o descanso por ser bastante arborizado e dispor de sombra. De acordo com o agrônomo, ali os participantes puderam observar o quanto o gado é dócil. Na oportunidade Azevedo falou sobre o bem-estar animal, que é conquistado através do sistema de piqueteamento, assim como do aumento de massa forrageira e a ajuda no manejo do carrapato, que são outros benefícios.

A terceira estação aconteceu nos piquetes da propriedade. O professor da Ufrgs, especialista em campo nativo, Carlos Nabinger, identificou as espécies que podem existir em um campo nativo, como é no sistema de piquetes. Em seguida, Alves falou sobre os benefícios de utilizar o método na bovinocultura de corte.

De acordo com Mendes, nessa estação, o mais importante foi que os participantes puderam conferir a diferença entre o piquete onde o animal se encontra e o que já descansou por 30 dias após a utilização. "Com esse sistema se consegue reduzir a pressão de pastejo, pois quando o gado troca de piquete, a altura da pastagem ainda é propicia para que a folha faça a fotossíntese e seja capaz de rebrotar, produzindo massa forrageira suficiente para nutrir com qualidade os bovinos", explicou ele. O técnico ainda aponta que, por o campo nunca ficar descoberto nesse sistema, a entrada de plantas invasoras como o capim annoni é impedida.

Também participaram do evento o secretário municipal de agricultura Oneide Machado e o vereador Márcio Palma.




Fonte: Página Rural




     

 

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